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O DESCOBRIMENTO EM 1500: Brasil, 526 anos, um país de terceiro mundo, sem rumo e sem memória
22 de abril de 2026 Redação
O DESCOBRIMENTO EM 1500: Brasil, 526 anos, um país de terceiro mundo, sem rumo e sem memória

Foto: Reprodução/Internet

Segundo a história brasileira, 22 de abril de 1500 é considerado o dia do descobrimento do Brasil, mas a história parece que ficou para trás. Em um país de terceiro mundo, sem rumo e sem memória.

O Brasil chega a 526 anos no dia de hoje, é o país do futuro, mas, para tanto, é preciso decidir que o ‘futuro’ é amanhã. E, como bem sabem, isto significa que as decisões difíceis têm que ser tomadas hoje.

Lembrando um pouco da história do nosso descobrimento aos 526 anos

Descoberta do Brasil ou descobrimento do Brasil é a designação tradicional do episódio da chegada da armada comandada por Pedro Álvares Cabral, ao litoral da América do Sul em 1500, evento que resultou na incorporação do território à esfera de domínio do Reino de Portugal e marcou o início da presença europeia contínua na região que viria a constituir o Brasil. O avistamento da costa ocorreu nas imediações do Monte Pascal, sendo a nova terra denominada inicialmente Ilha de Vera Cruz e, posteriormente, Terra de Santa Cruz. A data tradicional de 22 de abril de 1500 baseia-se na Carta de Pero Vaz de Caminha e corresponde a 3 de maio de 1500 no calendário gregoriano.  

A viagem cabralina integrava o movimento das navegações portuguesas voltadas à rota marítima para as índias, aberta por Vasco da Gama em 1498, e inseria-se no processo mais amplo da expansão ultramarina europeia dos séculos XV e XVI, associado à formação do sistema comercial atlântico e à difusão do cristianismo. No plano jurídico e ideológico, a apropriação das novas terras foi posteriormente relacionada ao princípio conhecido como doutrina da descoberta, segundo o qual as monarquias cristãs reivindicavam soberania sobre territórios não cristãos, frequentemente desconsiderando as populações autóctones.

Antes da chegada de Cabral, expedições espanholas já haviam alcançado partes do litoral da atual América do Sul. Destaca-se a viagem de Vicente Yáñez Pinzón, que atingiu a região do atual estado de Pernambuco em janeiro de 1500, constituindo o primeiro desembarque europeu documentado em território brasileiro, embora sem consequências políticas em razão do Tratado de Tordesilhas. Também é objeto de debate a possível passagem de Americo Vespúcio pela costa setentrional do que atualmente é denominado Brasil em 1499, hipótese baseada exclusivamente em seus relatos. Os primeiros contatos com os povos indígenas, principalmente grupos de língua tupi que ocupavam o litoral, foram descritos por Caminha e caracterizaram-se por trocas simbólicas, observação mútua e pela celebração da Primeira Missa no Brasil, sem implicar ocupação territorial imediata. A notícia da nova terra difundiu-se rapidamente na Europa, sendo registrada na cartografia já em 1502, como no Planisfério de Cantino.

Na historiografia, o episódio é objeto de debates quanto à sua intencionalidade (se resultado das condições da navegação atlântica ou de conhecimento prévio da existência de terras a oeste) e quanto à terminologia empregada para defini-lo. A denominação tradicional de descobrimento tem sido problematizada por correntes que enfatizam a presença milenar dos povos indígenas e os efeitos da colonização, enquanto outras destacam o significado do evento no quadro das navegações e da formação do mundo moderno. Embora a chegada de 1500 não tenha provocado colonização imediata, intensificada apenas a partir de 1530, ela inaugurou um processo de longa duração que resultou na integração do território americano à economia-mundo europeia, na formação da sociedade colonial brasileira e em profundas transformações demográficas, culturais e ambientais. Ao longo do século XIX, o episódio foi elevado a marco fundador da nação brasileira, consolidando-se na memória histórica por meio da historiografia, das comemorações cívicas e da pintura histórica.

Este fato acima descrito foi tirado de pesquisa na internet, mas quero deixar aqui minha repulsa no tocante ao descaso com uma data que deveria ser lembrada por todos nós, mas que, portanto, está esquecida e deixa nossa história, se é que ainda existe, mais fragilizada, desacreditada em um país que está sem rumo e o seu povo à deriva.

Confira o absurdo do calendário oficial de feriados nacionais e pontos facultativos em 2026.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, na terça-feira (30/12/2025) as 07h55 a Portaria MGI nº 11.460/2025, que estabelece os feriados nacionais e os dias de ponto facultativo no ano de 2026.

O calendário de 2026 inclui 10 feriados nacionais e 09 dias de ponto facultativo,

I – 1º de janeiro, Confraternização Universal (feriado nacional);

II – 16 de fevereiro, Carnaval (ponto facultativo);

III – 17 de fevereiro, Carnaval (ponto facultativo);

IV – 18 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas);

V – 3 de abril, Paixão de Cristo (feriado nacional);

VI – 20 de abril (ponto facultativo); – Segunda

VII – 21 de abril, Tiradentes (feriado nacional); – Terça

VIII – 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);

IX – 4 de junho, Corpus Christi (ponto facultativo); – Quinta

X – 5 de junho (ponto facultativo);   Sexta

XI – 7 de setembro, Independência do Brasil (feriado nacional);

XII – 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional); 

XIII – 28 de outubro, Dia do Servidor Público federal (ponto facultativo);

XIV – 2 de novembro, Finados (feriado nacional);

XV – 15 de novembro, Proclamação da República (feriado nacional);

XVI – 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional);

XVII – 24 de dezembro, Véspera do Natal (ponto facultativo após as 13 horas);

XVIII – 25 de dezembro, Natal (feriado nacional); e

XIX – 31 de dezembro, Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13 horas).

Por fim, além desses feriados e dias facultativos a nível nacional, ainda temos feriados e dias facultativos em 26 estados e no Distrito Federal e tem de 5.569 a 5.570 municípios (IBGE), uma verdadeira vergonha, que nos deixa a todos nós, brasileiros, ao julgo do resto do mundo, por sermos um país de terceiro mundo e sem memória.

Redação do arwn360