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Por Carlos Vieira / Jornalista
A segurança pública é um dever do Estado, conforme estabelece o Artigo 144 da Constituição Federal. A responsabilidade dela é dividida entre diferentes esferas governamentais, cada uma com as suas atribuições específicas.
O tema é por demais sensível e exige uma reflexão profunda das autoridades no combate à criminalidade e à violência, que avançam em larga escala e atormentam a vida da população brasileira.
Em todas as eleições, políticos de diferentes partidos apontam a segurança pública como prioridade número um de suas campanhas. Só na teoria, porque na prática a promessa não é cumprida com rigor contra a violência. O que presenciamos é o retrato da realidade.
A exemplo de outras capitais do país, a antes tão pacata João Pessoa já não respira mais os ares da paz e da tranquilidade. Em bairros como Mangabeira, Valentina, Mandacaru e tantos outros a violência vem recheado o noticiário policial, com cenas brutais e crimes hediondos.
Ninguém escapa da violência no momento atual. Até mesmo os logradouros públicos bastante visitados estão à mercê dos bandidos, que agem à luz do dia, levando cenas de violência e terror.
A tão decantada Praça da Paz, no Conjunto dos Bancários, perdeu o seu status de tranquilidade e agora está sendo chamada de a “Praça da Bala”, por causa das cenas que lá acontecem.
Recentemente, uma tentativa de assalto na praça terminou com um suspeito morto e duas pessoas feridas a bala. Conflitos entre grupos rivais ou frequentadores já resultaram em tiroteios e pessoas baleadas na área, deixando os moradores sob o domínio do medo.
Na praça, está instalada Guarda Municipal e existe uma delegacia policial no bairro, mas as ações são insuficientes para conter as investidas dos bandidos, que continuam agindo no local.
O que fazer para conter a violência? Pagar bem às polícias, aumentar o contingente policial e colocar o ostensivo nas ruas 24 horas. Não se combate a violência com policiais nos quarteis, pois é preciso ação mais enérgica.
Apesar de João Pessoa ser uma das capitais menos violenta, o perigo ronda a cidade com a ação de grupos criminosos, a exemplo do Okaida, que vem ocupando espaço e mostrando a sua força na criminalidade.
É preciso agir com pulso, determinação e firmeza no combate à violência, porque o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) criaram um estado paralelo e já medem forças com a segurança pública, que aos poucos vem perdendo a queda braço. A hora é de reagir contra o crime organizado!
Por Carlos Vieira