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Com dívida bilionária, gigante empresa brasileira tenta última “cartada” para não fechar as portas
13 de março de 2026 Redação
Com dívida bilionária, gigante empresa brasileira tenta última “cartada” para não fechar as portas

Foto: Reprodução/Internet

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou nesta semana que firmou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. A medida tem como objetivo reestruturar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas sem a necessidade de recorrer ao processo tradicional de recuperação judicial.

De acordo com a companhia, o plano recebeu aprovação unânime do conselho de administração e já conta com a adesão de credores que representam 46% dos valores envolvidos, o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela legislação para que a empresa possa iniciar formalmente as negociações com os demais credores.

A proposta estabelece uma suspensão temporária do pagamento das dívidas incluídas no plano enquanto são discutidas novas condições para a quitação dos débitos. O período inicial previsto é de 90 dias, prazo durante o qual o GPA pretende ampliar o apoio entre os credores e avançar na construção de uma solução definitiva para o endividamento.

Segundo comunicado divulgado pela empresa, obrigações com fornecedores, parceiros comerciais, clientes e compromissos trabalhistas não estão incluídos no plano. Dessa forma, a companhia afirma que suas operações e o funcionamento das lojas continuarão normalmente.

“A iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço da companhia, criando condições para resolver problemas de liquidez no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo”, declarou o GPA em nota oficial.

Durante a fase de negociação, também ficam suspensos os juros e eventuais execuções judiciais relacionados às dívidas contempladas no plano. A medida tem como finalidade permitir que a empresa reorganize sua estrutura financeira sem comprometer o funcionamento das atividades comerciais ou os pagamentos aos fornecedores.

Mesmo com o anúncio da reestruturação, o mercado reagiu negativamente no início do pregão desta terça-feira na Bolsa brasileira (B3). Por volta das 10h30, as ações ordinárias do GPA registravam queda de 5,86%. Mais tarde, às 11h30, o recuo era de 2,93%, refletindo a cautela de investidores diante da situação financeira da companhia.

Apesar da reação do mercado, o grupo reiterou que suas lojas seguem operando normalmente e que mantém os compromissos comerciais em dia. A empresa também destacou que o plano de recuperação extrajudicial busca justamente preservar a continuidade das atividades enquanto negocia a reestruturação de suas dívidas.

Com informações do Jornal da Cidade Online