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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou nesta semana que firmou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. A medida tem como objetivo reestruturar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas sem a necessidade de recorrer ao processo tradicional de recuperação judicial.
De acordo com a companhia, o plano recebeu aprovação unânime do conselho de administração e já conta com a adesão de credores que representam 46% dos valores envolvidos, o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela legislação para que a empresa possa iniciar formalmente as negociações com os demais credores.
A proposta estabelece uma suspensão temporária do pagamento das dívidas incluídas no plano enquanto são discutidas novas condições para a quitação dos débitos. O período inicial previsto é de 90 dias, prazo durante o qual o GPA pretende ampliar o apoio entre os credores e avançar na construção de uma solução definitiva para o endividamento.
Segundo comunicado divulgado pela empresa, obrigações com fornecedores, parceiros comerciais, clientes e compromissos trabalhistas não estão incluídos no plano. Dessa forma, a companhia afirma que suas operações e o funcionamento das lojas continuarão normalmente.
“A iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço da companhia, criando condições para resolver problemas de liquidez no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo”, declarou o GPA em nota oficial.
Durante a fase de negociação, também ficam suspensos os juros e eventuais execuções judiciais relacionados às dívidas contempladas no plano. A medida tem como finalidade permitir que a empresa reorganize sua estrutura financeira sem comprometer o funcionamento das atividades comerciais ou os pagamentos aos fornecedores.
Mesmo com o anúncio da reestruturação, o mercado reagiu negativamente no início do pregão desta terça-feira na Bolsa brasileira (B3). Por volta das 10h30, as ações ordinárias do GPA registravam queda de 5,86%. Mais tarde, às 11h30, o recuo era de 2,93%, refletindo a cautela de investidores diante da situação financeira da companhia.
Apesar da reação do mercado, o grupo reiterou que suas lojas seguem operando normalmente e que mantém os compromissos comerciais em dia. A empresa também destacou que o plano de recuperação extrajudicial busca justamente preservar a continuidade das atividades enquanto negocia a reestruturação de suas dívidas.
Com informações do Jornal da Cidade Online