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Trump sofre derrota e Câmara dos EUA aprova limite para seus poderes de guerra no Irã
3 de junho de 2026 Redação
Trump sofre derrota e Câmara dos EUA aprova limite para seus poderes de guerra no Irã

Foto: Reprodução/Internet

Resolução aprovada por deputados americanos visa restringir a capacidade do presidente de conduzir ações militares sem o aval do Congresso03/06/2026 às 21h06

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma resolução conjunta que visa limitar formalmente os poderes de guerra do presidente Donald Trump no Irã, nesta quarta (3).

A votação, que terminou em 215 votos a favor e 208 contra, representa uma das mais significativas contestações legislativas à condução da política externa e de defesa do atual governo norte-americano, evidenciando uma dissidência interna no próprio bloco governista em Washington.

O racha republicano e a resistência no Capitólio

A aprovação da medida foi impulsionada pela bancada democrata, mas contou com o apoio crucial de quatro representantes republicanos: Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson.

Os parlamentares votaram contra a orientação expressa do partido para respaldar a resolução, expondo fissuras na base de apoio de Donald Trump, segundo a CNN Internacional.

Câmara dos Representantes aprovou uma medida histórica para conter os poderes de guerra de Donald Trump no Irã, expondo divisões no partido governistaCâmara dos Representantes aprovou uma medida histórica para conter os poderes de guerra de Donald Trump no Irã, expondo divisões no partido governistaFoto: Joyce N. Boghosian/White House/ND Mais

A iniciativa se soma a outros pontos de atrito recentes entre a Casa Branca e o Congresso.

Nos últimos dias, senadores do partido governista manifestaram oposição à criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão proposto pelo Executivo, sob o temor de que os recursos fossem utilizados para indenizar manifestantes envolvidos no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Além disso, verbas destinadas à segurança de instalações privadas vinculadas ao presidente foram removidas das dotações orçamentárias por violação de normas fiscais.

Câmara barra poderes de guerra de Donald TrumpFoto: White House/Reprodução/ND MaisCâmara barra poderes de guerra de Donald TrumpFoto: White House/Reprodução/ND Mais

A disputa jurídica sobre a Lei de Poderes de Guerra

Apresentada pelo deputado democrata Gregory Meeks, membro da Comissão de Relações Exteriores, a resolução reaviva o debate constitucional sobre os limites do Poder Executivo em conflitos internacionais.

Embora resoluções conjuntas deste tipo não sigam tradicionalmente para a sanção presidencial e careçam de força de lei automática, lideranças da oposição argumentam que o dispositivo possui caráter vinculante e que a constitucionalidade da matéria será arbitrada pelo Judiciário.

A votação deveria ter ocorrido originalmente em 21 de maio, mas foi adiada de forma abrupta pela liderança governista na Câmara, segundo a CNN Internacional.

De acordo com Meeks, o adiamento foi uma estratégia para mascarar o desgaste político sofrido por parlamentares da base aliada, pressionados em suas bases eleitorais pelo aumento generalizado nos preços dos combustíveis e dos alimentos no mercado doméstico.

Impactos nas negociações e a Operação Epic Fury

Por outro lado, o presidente da Câmara, Mike Johnson, defendeu publicamente a autonomia da Casa Branca e alertou que a interferência do Legislativo enfraquece a posição diplomática dos Estados Unidos em um momento delicado.

Segundo Johnson, os objetivos da chamada “Operação Epic Fury” — designação oficial da campanha militar contra Teerã — foram devidamente alcançados e o presidente busca consolidar um acordo de paz duradouro.

Com informações do ND+