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Trump exigiu do Brasil que ‘dissidentes’ pudessem participar das eleições, diz jornal
17 de setembro de 2026 Redação
Trump exigiu do Brasil que ‘dissidentes’ pudessem participar das eleições, diz jornal

Foto: Reprodução/Internet

O texto teria sido entregue em Washington durante reuniões para tentar reverter o ‘tarifaço’ de 50% imposto pelos americanos

O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil não prendesse ou impedisse “arbitrariamente” que “dissidentes políticos” disputassem as eleições presidenciais de 2026.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira (17). Segundo documento obtido pela publicação, o governo dos Estados Unidos apresentou uma lista de 21 exigências ao Brasil em outubro de 2025.

O texto, entregue em Washington durante reuniões para tentar reverter o “tarifaço” de 50% imposto pelos americanos, causou forte mal-estar no governo brasileiro, que considerou a iniciativa uma ingerência direta em assuntos internos do país.

Embora a maior parte da pauta trate de temas econômicos, quatro pontos avançam diretamente sobre a política interna e o Judiciário brasileiro, conforme revelou o Estadão:

  • Eleições de 2026: compromisso com um pleito “livre e justo” e a não restrição a opositores — demanda interpretada por diplomatas como uma tentativa de favorecer Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentativa de golpe.
  • Ataque às decisões do STF: exigência para que o Brasil não aplique multas ou punições extraterritoriais a cidadãos e empresas dos EUA sob amparo da Primeira Emenda americana, reagindo diretamente às ordens do ministro Alexandre de Moraes contra redes sociais.
  • Garantias às Big Techs: regras mais rígidas para remoção de conteúdo e direito de defesa prévio para plataformas digitais americanas.
  • Sanções Financeiras: compromisso de não penalizar bancos brasileiros que cumpram restrições impostas pelos EUA (como as sanções da Lei Magnitsky aplicadas a Moraes e familiares).

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, o chanceler Mauro Vieira considerou a proposta “inaceitável” e determinou que o texto nem sequer fosse debatido nas reuniões formais com autoridades americanas.

Publicamente, o tom foi mantido como amistoso e focado no comércio. Em novembro de 2025, o governo Lula enviou uma contraproposta, ignorando completamente as imposições políticas dos EUA.

Com informações da Jovem Pan