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O CEO do Instituto de Pesquisa Anova, Bruno Agra, afirmou que a atuação de empresas de pesquisa tem enfrentado um novo desafio relacionado à presença de facções criminosas em bairros de grandes cidades e também em municípios do interior da Paraíba.
A declaração foi dada durante entrevista ao Buchicho Podcast, ao comentar as dificuldades encontradas por equipes de pesquisadores durante o trabalho de campo para coleta de dados.
Segundo Bruno Agra, em algumas localidades os profissionais têm enfrentado restrições de circulação e dificuldades para acessar determinados territórios.
“O maior desafio hoje se chama facção. A gente está tendo um sério problema de entrar em alguns bairros por conta dessas facções. Tem município pequeno que já está, principalmente na zona rural, em algumas localidades, dominado”, afirmou.
O empresário relatou que pesquisadores já foram impedidos de permanecer em determinadas áreas durante a realização de levantamentos.
“Nós não conseguimos entrar. Eu mesmo já tive que sair de um bairro, porque chegaram com a arma no capô do carro e disseram: é para sair”, relatou.
Bruno Agra destacou ainda que, em alguns casos, moradores ajudam a proteger as equipes de pesquisa por reconhecerem o trabalho realizado pelos profissionais.
Como medida de segurança e identificação, o instituto passou a utilizar adesivos nos veículos e identificação visual dos pesquisadores.
“Eu mandei fazer aqueles ímãs de carro. Então, todos os nossos carros vão com ímã nas portas e todos os nossos entrevistadores também são identificados”, explicou.
O CEO afirmou que a situação tem impactado a rotina dos institutos de pesquisa, que dependem do acesso direto às comunidades para realizar entrevistas e produzir levantamentos sobre a realidade da população.
Com informações do PB Agora