Foto: Reprodução/Internet
A estratégia digital do PT na reta final da campanha escancara o desespero de Lula. (Foto: EFE /Andre Borges)
A estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) na reta final da disputa presidencial de difundir terror psicológico e tentar desconstruir o adversário pode aumentar a rejeição ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, segundo analistas ouvidos pela reportagem.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou a votação no primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. A surpresa com o desempenho negativo fez a campanha de Lula abandonar a moderação na internet.
Em posts publicados nos canais oficiais de Lula na internet, é possível ver mensagens distorcendo o posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6×1 e acusando o candidato do PL de ser favorável ao fim de benefícios sociais, como o Bolsa Família e Farmácia Popular, por exemplo.
O objetivo central do marketing petista consiste em amedrontar o eleitor com cenários fictícios catastróficos, caso a direita retorne ao comando do país.
Esse movimento, contudo, não garante novos votos a Lula e deve, segundo especialistas, gerar efeito contrário ao planejado pelo PT: em vez de desgastar a campanha de Flávio, a histeria negativa tende a inflar ainda mais a rejeição ao próprio Lula.
Nesse sentido, o analista político João Cândido, da Amelati Consultoria, explica que as mensagens exageradas publicadas pelo PT na internet, sem evidências, perdem a credibilidade e sofrem o repúdio imediato do eleitorado.
“Quando o ataque ocupa todo o espaço da comunicação, corre o risco de reforçar a imagem de uma campanha excessivamente agressiva e deixar sem resposta as dúvidas concretas do eleitor”, explicou.
Com informações da Gazeta do Povo