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Nunes Marques é sorteado para ser relator em pedido de revisão criminal de Bolsonaro
11 de maio de 2026 Redação
Nunes Marques é sorteado para ser relator em pedido de revisão criminal de Bolsonaro

Foto: Reprodução/Internet

A defesa do ex-presidente solicitou a ação na sexta-feira (8) para anular a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques foi sorteado nesta segunda-feira (11) para ser o relator do pedido de revisão criminal solicitado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O pedido foi protocolado na sexta-feira (8), no STF. De acordo com os advogados, a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.Play Video

“O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, afirmaram os advogados.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente.

Recurso

No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou Bolsonaro. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.

Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também foi suscitada.

No mérito, a defesa afirma que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.

“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.

Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.

*Com informações da Agência Brasil / Jovem Pan