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Argentina confirma que Flávio passou pelo país e seguiu para o Equador antes de ir aos EUA
O departamento de migração do governo argentino confirmou, na madrugada desta quarta-feira (28), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sua esposa e suas filhas ingressaram na Argentina no final da noite de terça-feira (27). Segundo a autoridade migratória, o grupo cruzou a fronteira terrestre em Misiones e seguiu imediatamente em um voo privado rumo ao Equador, de onde viajaram para Miami, nos Estados Unidos.
Em nota oficial publicada na rede social X, a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que a entrada ocorreu às 22h50 do dia 27 de outubro, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú.
“Eles apresentaram documentação de viagem válida e não possuíam qualquer impedimento legal para a entrada no país; o trâmite foi registrado pela autoridade competente sem incidentes”, divulgou o órgão. Logo em seguida, às 23h30, a família embarcou no Aeroporto de Puerto Iguazú em um voo charter da empresa Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil, no Equador.
De acordo com apurações da imprensa argentina, como a emissora Todo Noticias e o jornal Clarín, duas vans cruzaram a fronteira em alta velocidade com escolta de viaturas da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), ligada ao governo de Javier Milei. Imagens registradas no local mostraram Flávio Bolsonaro no banco traseiro de um dos veículos, usando boné.
Operação de despiste e concessão de vistos por Trump
A confirmação oficial ocorreu após horas de informações desencontradas. Na manhã de terça-feira (27), a Migrações argentina havia negado a entrada do parlamentar no país, rebatendo relatos de que ele teria cruzado a fronteira a pé. A estratégia de aguardar do lado brasileiro ao longo de todo o dia foi classificada como uma manobra de despiste.
O assessor sênior do governo argentino, Santiago Caputo, chegou a publicar uma imagem do filme “O Grande Truque” nas redes sociais para ironizar as especulações sobre a localização do senador. Paralelamente, o advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente americano Donald Trump, sugeriu no X que a operação de saída de Flávio contou com articulação entre o governo Milei e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Ainda na terça-feira, o governo de Donald Trump concedeu vistos de entrada para Flávio e sua família, viabilizando o desembarque em Miami após a escala técnica no Equador.
Coletiva em Miami e ordens do STF
O jornalista Paulo Figueiredo, interlocutor da família Bolsonaro, afirmou que o parlamentar “está bem, em segurança e descansando com a família”. Ele anunciou que Flávio concederá uma coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira (29), em Miami.
A saída do senador do país ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar na segunda-feira (26) a retenção de seus passaportes e a proibição de deixar o Brasil, após o encerramento das eleições no domingo (25). Como os documentos não foram entregues no prazo estipulado de 24 horas, o parlamentar deixou o território nacional antes da efetivação das medidas cautelares.
Com informações da Gazeta Brasil