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Após embate com ministros, Gilmar Mendes defende evitar politização do TSE
19 de setembro de 2026 Redação
Após embate com ministros, Gilmar Mendes defende evitar politização do TSE

Foto: Reprodução/Internet

Ministro do STF usou as redes sociais para sair em defesa da Corte Eleitoral, da qual ele não faz parte nesse momento

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou as redes sociais neste sábado (19/9) para sair em defesa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e criticar o que chamou de “politização da Justiça Eleitoral”. A manifestação acontece após o magistrado entrar em embate com ministros que compõem a Corte Eleitoral.

Na publicação, Gilmar cita reportagens da imprensa e fala sobre os riscos de interferência interna e externa nas eleições de outubro. Ao citar relatório da Agência Brasileira e Inteligência (Abin) que apontou para o “risco crítico” de interferência dos Estados Unidos no pleito das próximas semanas, Gilmar Mendes classificou como “mais grave” o “risco que vem de dentro” com a “politização da Justiça Eleitoral”.

“Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure. É preciso, pois, que o TSE continue a coibir práticas abusivas e deturpadoras da vontade popular”, escreveu.

O ministro não citou nomes e nem fez referências direta a nenhum outro colega, mas a declaração ocorre poucos dias após Gilmar Mendes protagonizar um bate-pouca durante sessão no STF com ministros que atualmente integram o TSE, entre eles o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, e André Mendonça, vice-presidente do TSE.

Na ocasião, que analisou a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes chegou a interromper Mendonça para se dizer “impressionado” com a “desfaçatez” do colega.

“É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, disse Gilmar. Mendonça reagiu pedindo respeito e Gilmar respondeu dizendo que o magistrado “podia chorar”.

Na publicação de hoje, Gilmar Mendes defendeu que o TSE “continue a coibir práticas abusivas e deturpadoras da vontade popular” e citou os riscos do uso de Inteligência Artificial (IA) durante as campanhas e o período eleitoral no Brasil.

“As ferramentas de inteligência artificial hoje existentes, ao mesmo tempo em que ajudam nas atividades do dia a dia, permitem a criação de vídeos, áudios e peças de propaganda capazes de enganar o eleitor e desequilibrar as disputas eleitorais”, declarou o magistrado ao defender que a “atuação apartidária” do TSE “sempre garantiu a paridade de armas entre candidatos e a legitimidade das eleições”.

Com informações do Metrópoles